

| Oposição tenta capitalizar denúncia contra tesoureiro do PT |
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A oposição começou a se mobilizar nesta terça-feira para tentar dar maior visibilidade às denúncias apresentadas contra o novo tesoureiro do PT. Em matérias publicadas recentemente pela revista Veja e o jornal O Estado de S. Paulo, o promotor de Justiça José Carlos Blat aponta João Vaccari Neto como responsável por supostos desvios de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). O dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais do PT e também desviado para benefício dos próprios diretores da cooperativa. No Senado, o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI), quer incluir o assunto entre os temas investigados pelo comissão. A iniciativa, entretanto, deve enfrentar resistências da base governista, que é maioria na CPI e deve tentar evitar a contaminação da candidatura à Presidência da República da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pelas denúncias. "O trabalho feito pela promotoria deixa bem claro a manipulação e o desvio de recursos", discursou Heráclito Fortes no plenário do Senado. "Não é possível que isso continue frouxo, que continue a funcionar esse propinoduto criminoso." A ideia do parlamentar é tentar quebrar os sigilos das entidades apontadas pelo promotor como operadoras do suposto esquema. O prazo final da CPI das ONGs é 2 de setembro, cerca de um mês antes do primeiro turno das eleições. Já o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentou à Mesa Diretora do Senado requerimentos pedindo uma auditoria nos fundos de pensão de empresas estatais que repassaram recursos à Bancoop e uma audiência da Comissão de Constituição e Justiça da Casa com Blat. Em São Paulo, o PSDB trabalha para instalar na Assembleia Legislativa uma CPI para apurar o caso. REAÇÃO Antes de participar no Congresso de uma sessão de celebração do Dia Internacional da Mulher, Dilma afirmou que o petista não pode ser considerado culpado antes de apresentar sua defesa e ser julgado. Ela sinalizou ainda que Vaccari Neto não deve comandar as finanças de sua campanha. Comentários (0) |
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