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Gianny Melo/Cortesia
 Parlamentares percorreram instalações da unidade de saúde
A Maternidade Bandeira Filho, localizada no bairro de Afogados recebeu, na manhã de hoje, a visita dos vereadores Aline Mariano (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Luiz Eustáquio (PT) e Vera Lopes (PPS), ambos da Comissão de Saúde, e Daniel Coelho(PV), do Meio Ambiente. Eles percorreram as instalações do Banco de Leite, onde verificaram que, de fato, os equipamentos que fazem a pasteurização do leite materno estão quebrados.
As máquinas deixaram de funcionar no final do ano passado. Somente em fevereiro deste ano foram feitas duas tomadas de preço: uma com a empresa Phillipp Comércio e Serviços, no valor de R$ 2.118,50, e a segunda com a empresa Condel Comércio e representações Ltda., no valor de R$ 2.100,00. O último orçamento, solicitado a empresa Soares Cabral, seria entregue no dia de hoje, conforme a direção da unidade. Após as três cotações os orçamentos serão levados à Secretaria de Saúde, para então se definir qual empresa fará o trabalho. “Isso leva tempo. As empresas tiveram que levar as máquinas daqui. Isso causou demora”, justificou Thuran César, diretor geral.
A vereadora Aline Mariano, responsável pela denúncia, cobrou pressa na retomada total do serviço no Banco de Leite. Disse que não pode ficar parado tanto tempo e lembrou que já se passaram cerca de três meses sem que as máquinas fossem concertadas. “Não se trata de uma licitação, que naturalmente exige um prazo maior. Apenas de uma tomada de preço. Por isso, não entendo tamanha demora para concertar duas pasteurizadoras”. No local, quatro funcionários fazem o trabalho diário, que deveria constar de coleta, ordenha (onde o leite é acondicionado) e pasteurização. Esse último está sendo feito em outras unidades da cidade, como o Hospital do IMIP, Agamenon Magalhães e Barão de Lucena. “A parte de microbiologia do Banco de Leite não está funcionando. Mas não houve dicotomia do serviço”, garantiu o Thuran.
A diretora de pacientes internos, Nélida Lima, informou que não há um médico plantonista que fique responsável pelo Banco de Leite e que a equipe consta de três técnicos diurnos; um noturno; uma bióloga, responsável pela pasteurização; e um nutricionista. “O ideal seria que tivéssemos um médico plantonista só para o Banco de Leite”, esclareceu Nélida. A capacidade do banco da Bandeira Filho é de 90 litros de leite por mês e a produção normal é de 40 litros/mês.
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