|
 Os dois deputados federais falaram com o Blog direto de Brasília
Após divulgação da nota à imprensa feita pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) onde afirma que irá "aguardar a desincompatibilização e posterior lançamento da candidatura do governador Serra à Presidência da República – o que deve ocorrer no início do próximo mês de abril", a oposição divergiu em relação às consequências que este tempo pode causar.
O deputado federal Bruno Araújo (PSDB), em entrevista por telefone ao Blog da Folha, disse que a atitude do senador foi de um “político maduro que respeita os fatos políticos e não se antecipa”. Perguntado se a demora na oficialização das candidaturas, tanto de José Serra à Presidência quanto a de Jarbas ao Governo de Pernambuco, não os põe em desvantagem, ele discordou. “Eles (Serra e Jarbas) já têm os nomes consolidados, diferente da ministra Dilma Rousseff que está lançando a sua candidatura à Presidência agora. Não temos preocupação com o ‘time’ “, declarou. Já o também deputado federal e aliado Raul Jungmann (PPS) tem outra visão sobre o assunto. Para ele, essa espera pela candidatura nacional de Serra não ajuda em nada, pelo contrário atrapalha. “Essa nota expressa o desconforto do senador Jarbas e até uma frustração porque realmente ele só pode definir qualquer coisa depois que o governador José Serra colocar a sua campanha nas ruas. Enquanto isso, o desperdício do tempo é usado 100% pela ministra Dilma Rousseff”, explicou Jungmann. DECLARAÇÕES DE LULA "Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos. A greve de fome não pode ser um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade", esta foi a declaração dada pelo presidente Lula em entrevista à agência Associated Press que deu o maior “pano pra manga” para a oposição.
Para os deputados federais Bruno Araújo e Raul Jungmann a declaração do presidente foi mais que infeliz, e põe em risco a diplomacia. “O presidente lula está pondo a perder tudo o que construiu, com muita competência, nesses anos ao demonstrar, ao final da sua administração, sua posição de esquerda extremada”, disse o tucano.
Jungmann, por sua vez, foi enfático ao dizer que não houve mal-entendidos na frase do presidente. “Não dá para confundir Miguel Arraes, Prestes, Brizola, e até o próprio Lula e Dilma, que também foram presos políticos, com Fernandinho Beira-Mar, assaltantes e estupradores. Com isso ele pôe a perder a diplomacia e ainda nos associa às tiranias.
|